Sobre o Autor

Letrista, Compositor

Capa e contracapa do suplemento integrante da coleção "Mestres da Música", da Editora Abril, 1979.

Difícil falar de nós mesmos, todavia, como me atrevi a este desafio, vamos lá.

Não sou e nunca fui nenhum tipo de autor, compositor ou qualquer outro título, em praticamente nada nesta vida, tampouco voltado à área musical, porém sou um grande apreciador da música boa, no meu conceito.

Para fazer justiça comigo mesmo, lembro-me que desde moleque, lá pelos meus catorze, dezesseis, dezessete anos, eu já gostava de fazer paródias para (com) os meus amigos. Fazia para as paixões de adolescentes; fazia de gozação, de piadas. Lembro de uma que fiz com uma música do Christie - " Yellow River"; outra parodiando Aphrodites Childs e mais algumas que já não me recordo mais... Era muito divertido, porém não passou disso! 

 

Esse enraizamento começou espontaneamente, sem perceber e, quando me dei conta o meu gosto pela "primeira" arte já estava definido e não mudou até hoje. Foi acrescido com alguma coisa boa que vez ou outra somos contemplados.

Os meus ídolos, os quais, a maioria pretendo falar aqui, são também meus desestimuladores,  pois a cada obra deles que vejo, relembro e ouço fico pensando: o que estou fazendo aqui? Isso é coisa de gente grande;  de gente de outro mundo...

Mas aí, vem um deles (para mim o maior) e diz algo que eu tenho comigo de há muito: "A música brasileira está uma merda e as letras, então, meu Deus do céu, uma porcaria" e continuou "...não sei se o pessoal ficou mais burro, não tem vontade de cantar sobre a amizade, ou algo que seja; só sabe falar de bebida, ou da namorada que traiu, ou do namorado que traiu, sempre é traição...", (trecho da entrevista concedida à coluna da Mônica Bérgamo, da Folha de S.Paulo), aí repensei, merda por merda...

E acordei, eles são de outro mundo, então não conta (copiando Pepe, ex-jogador de futebol do Santos, quando ia se referir ao rei Pelé) e não sou minimamente capaz, de sonhar ser igual a eles; devo aproveitar o que eles tem de sobra e me inspirar nisso, pois nesse mundo que vivemos, com uma ajuda dessas, dá pra encarar sim!

Eis senão quando...

No final do ano de dois mil e dezesseis, de maneira involuntária, despertou-me o interesse pela composição/criação de letras de música e, desde então, dedico algum tempo a essa aptidão que ao longo de toda minha vida, sequer vislumbrei ter. Estou sentindo-me feliz com a possibilidade de poder dar vida à elas e divertindo-me bastante, com a curiosa aprendizagem.

 

Considero-me apenas um escrevedor de letras, quiçá de músicas!

E, que fique claro que não sou nenhum expert em música, não estudei música, não entendo nada de música, apenas gosto, e muito, além de ser um eterno admirador, respeitador e apaixonado pelo tema e, também, que a ideia aqui é apenas expressar minha opinião, meu gosto; longe, mas longe, mais longe ainda de querer competir ou ser melhor do que quaisquer outros. Isto, absolutamente, inexiste! Assim, tentarei exprimir aqui um pouco de tudo isso, desde já expondo e aclarando referido gosto, que, na minha modesta opinião até que é vasto, em relação à grande variedade de gêneros (musicais) existentes, a saber:

 

MPB, obrigatoriamente em primeiro lugar, simplesmente pelo fato que conhecerão com o primeiro Blog que publicarei aqui; não por "patriotismo", pois pretendo ser absolutamente isento de qualquer obrigação, afinal este local foi concebido para despejar minhas reais predileções e ser fiel comigo mesmo, sem nenhum constrangimento e, também, deixo transparente que aqui não foi idealizado para pichar aquilo que não gosto, em matéria de música, deixando esse lado latente, cá comigo e patente lá consigo (com quem gosta).

Em segundo lugar, a Soul Music, também por motivos óbvios que entenderão a partir do segundo Blog.

A partir daí, seguem os demais gêneros, alternadamente e de forma aleatória, sem nenhum critério absoluto de preferência, mas talvez de importância, como Black, Eletrônica/Lounge, Blues, Pop/Rock e suas vertentes, em especial o Soft, R&B, Bossa Nova, sem esquecer da nossa música "pura" do sertão do nosso Brasil, com suas cantigas, suas tradições e nosso valoroso folclore; quero falar de música, no sentido de arte mesmo, que é o que gosto, sem outras conotações.

 

A história da música se confunde com a história da humanidade; não à toa ela é considerada a arte número um, com essa mescla de sons e ritmos, que se harmonizam e leva-nos a viagens, devaneios e prazeres diversos. Ela é sublime, está em todo canto (desculpem o trocadilho); estamos sempre envolvidos pela (boa) música.

Montagem das fotos de capa de parte da coleção "Grandes Compositores da Música Universal", editada pela então "Abril Cultural".

p.s.: Beethoven é de outra coleção, porém, como não tenho a referida capa, coloquei esta, pois ele não poderia faltar.

Mais uma vez deixo claro que, o exemplo acima, não o é em nenhum caráter comparativo ou qualquer outro tipo de consideração, que não seja minha ideia de que, referidos "mestres", apenas para citar alguns, são os precursores da "Música Moderna", no sentido de música como arte, e não somente emissão de sons. 

Desde set/19

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